Verticalização

Verticalização

A verticalização das cidades contemporâneas é um processo universal e relativamente antigo e segundo os especialistas, é uma conseqüência natural da urbanização.  Ele está diretamente associado ao desenvolvimento dos elevadores, que por sua vez, tem origem nas fábricas inglesas do século XIX, onde foram instalados para reduzir a perda de energia dos trabalhadores ao transportar produtos dentro dos estabelecimentos de trabalho.

O primeiro elevador num edifício alto de Nova Iorque só foi registrado em 1857. Os elevadores hidráulicos, empregados inicialmente, tinham capacidade de alc andar no máximo 20 andares, mas a partir de 1887 começaram a surgir os movidos a energia elétrica.

No Brasil, os estudos acadêmicos sobre a verticalização das cidades ganharam destaque a partir da década de 80 do século passado. A primeira sessão temática sobre o assunto aconteceu no 5o Simpósio Nacional de Geografia Urbana, em 1985, na cidade de Fortaleza, de acordo com Julio Cesar de Lima Ramires, autor do artigo O processo de verticalização das cidades brasileiras. 

O Censo 2010 do IBGE apontou uma intensificação do processo de verticalização das grandes cidades, com um forte aumento do número de domicílios na categoria apartamento.

Mesmo no caso dos municípios que já apresentavam elevado número de moradias com essas características houve um incremento dessa participação no intervalo entre 2000 e 2010. Santos e Balneário Camburiú apresentaram os mais elevados indicadores do País com presença de 63,09% e 56,66% respectivamente. Observase que em 2000 os mesmos municípios apresentavam valores correspondentes a 62,33% e 45,84%.

Entre os  20 maiores municípios com maior ocorrência de apartamentos constam principalmente aqueles com forte presença de residências de veraneio (uso ocasional) como é o caso do Balneário Camburiú, as principais capitais do País e algumas grandes cidades com atividade econômica relevante para a sua Unidade da Federação.

No caso do estado de São Paulo, além de Santos, existem outros municípios com participação expressiva de domicílios na modalidade apartamentos. São Paulo, São Caetano do Sul e Campinas são os que apresentam valores mais significativos. Em São Caetano do Sul, existem 37,78% de domicílios enquadrados na categoria de apartamentos. Porém, mesmo nos menores municípios, mais distantes do entorno das regiões metropolitanas, e com incipiente presença de domicílios de veraneio, percebe-se, a partir do censo de 2010, a ocorrência desse fenômeno.



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