Lúcio Costa

Lúcio Costa

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Não é possível pensar a arquitetura moderna brasileira sem a contribuição de Lúcio Costa. Sua obra mais notável é o projeto que criou a nova capital federal, Brasília.

Nascido na França em 1902, Costa formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes e deixou sua marca tanto no aspecto teórico quanto no prático. Segundo ele próprio, praticou um arquitetura desconectada das grandes novidades mundiais até ser influenciado pelas ideias de Le Corbusier. Em 1929, assumiu a direção da Escola de Belas Artes e começou uma intensa atividade teórica e acadêmica. Reformulou o curso de arquitetura e foi professor de Oscar Niemeyer.


Seu primeiro projeto notável na então recente arquitetura modernista brasileira foi o Palácio Gustavo Capanema, ou Ministério da Educação, no Rio de Janeiro é de 1936. Para ele, algumas características da arquitetura colonial portuguesa o aproximavam da arquitetura contemporânea. Entre elas, a simplicidade e as soluções para condições impostas pelo clima tropical. A partir disso, Costa propunha a valorização do aspecto social da arquitetura, que se reflete na aplicação de alguns conceitos modernistas, como o piso térreo livre [pilotis] e o terraço-jardim.

Esses elementos modernistas estão presentes  no Plano Piloto de Brasília, cujo concurso ele venceu em 1957. Após a construção de Brasília, Lúcio Costa ganhou renome internacional.


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Pilotis

Típicos da arquitetura modernista brasileira, os pilotis foram essenciais para a aplicação dos valores dessa escola. Uma marca dessa escola é o vão livre no térreo, o qual não seria possível sem a sustentação dos edifícios através de pilotis.

Plano Piloto de Brasília

A nova capital foi projetada com um modelo urbanístico inovador. Seu plano piloto adota os preceitos da famosa Carta de Atenas, de 1933. O documento redigido pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier propunha um zoneamento seletivo, com uma divisão de áreas segundo quatro funções: habitar, trabalhar, circular e recrear.

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